Terça-feira, Dezembro 22
Please, stop!
Meu nome é cansaço! Eu tento diminuir o ritmo de trabalho, mas a demanda é incrível. Não parece que estamos a poucos dias de acabar o ano. Para mim, esse período que antecede o Natal e a passagem do ano pede naturalmente uma pausa, mas não tem sido assim. Por isso eu amo entrar em férias em janeiro. Infelizmente não vou poder fazer isso agora. Será que eu vou aguentar?
Quarta-feira, Dezembro 9
CANÇÕES DO ESTÚDIO REALIDADE, com Rodrigo Garcia Lopes, domingo

Texto do blog do Rodrigo (http://estudiorealidade.blogspot.com) - Foto: Carlos Bozelli
O poeta, cantor, violonista e compositor Rodrigo Garcia Lopes apresenta, neste domingo, às 22 horas, dentro da programação do Cabarezinho, na Vila Cultural Cemitério de Automóveis, o show Canções do Estúdio Realidade. No espetáculo, músicas inéditas, como "Fugaz", "Quaderna", "Vertigem", "New York", "Betty Blue" e outras que farão farão parte de seu próximo disco, a ser gravado em 2010.
Acompanhado de Eduardo Batistella (bateria) e Marco Scolari (teclados, acordeon), Rodrigo (voz e violão) também tocará canções de seu primeiro CD, Polivox, firmando um diálogo entre a canção brasileira e experimentos sonoros e ritmos como blues, jazz e funk, que tem sido a marca de seu trabalho.
O show traz também uma variedade de estilos musicais como o flamenco ("Paradoxos do Tempo", reggae (“Ruído do Vidro”), e funk em (“Clique, Plugue, Ligue”), rap ("New York"), comprovando a capacidade absortiva e antropofágica da música brasileira contemporânea, bem como a força da música produzida em Londrina.
Como escreveu o cantor e compositor Vitor Ramil, um dos maiores artistas da musica brasileira contemporânea,: "Rodrigo Garcia Lopes, autor de Polivox, é mesmo um cara de muitas vozes. Vozes dele, vozes de outros. Não é toda a hora que se encontra gente múltipla assim, que escreve poesia e ensaios, faz entrevistas, toca violão, compõe, canta. Tudo bem feito, claro. Para o público em geral, ávido de cultura, uma personalidade criativa e livre dessas por perto, nesta época de especializações, de nichos de mercado, de repetições e limitações, é motivo para comemorar".
Conheça algumas músicas do show no Myspace: http://www.myspace.com/ogirdor2009
Canções do Estúdio Realidade
Rodrigo Garcia Lopes (voz, violão)
Eduardo Batistella (bateria)
Marco Scolari (teclados, acordeon e efeitos eletrônicos).
Dia 13 de dezembro - 22 horas
Vila Cultural Cemitério de Automóveis
R. João Pessoa, 103, Londrina (PR)
Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00
Terça-feira, Novembro 24
Control Z
Uma das funções mais úteis do computador, na minha opinião, é a que permite você retornar ao passo anterior: o Control Z. De vez em quando eu queria que a vida também tivesse um Control Z para apagar algumas frases mal-ditas ou rever algumas ações impensadas.
Segunda-feira, Novembro 23
Mãos de cebola
Minhas mãos nunca se pareceram com as da minha mãe. Ela sempre teve mãos bonitas. As minhas não são bonitas, mas me são bastante úteis. Eu gosto delas. Hoje elas me fizeram lembrar das mãos da minha mãe. É que estavam cheirando a tempero. E fiquei com saudades da minha mãe, de suas mãos e da sua comida.
Quarta-feira, Novembro 18
Estilingadas

já fui adepta do estilingue e devo ter causado pequenos machucados
quando me lembro das pequenas dores que provoquei
às vezes me penalizo e sofro como se o machucado fora em mim
isso acontece quando vejo que a vítima de minhas lanças também era alvo de meu amor
outras vezes me parece que minha estilingada tinha motivo justo
e me parece mais como uma malcriação
se pudesse voltar no tempo acho que eu mostraria apenas a língua
Terça-feira, Outubro 27
Carro novo




Sonhei que tinha trocado de carro. Como não entendo de carros, não sei que carro era, mas era bonito e bem melhor que o meu. Eu estava feliz no sonho! E eu sabia que o carro tinha custado 30 mil. Eu dei o meu, valendo 15 contos, e financiei o resto. Quando acordei, pensei: Putz, que pobreza! Nem no sonho eu consigo comprar um carro à vista...
Segunda-feira, Outubro 19
Às armas!

A opção pela luta armada por um grupo de jovens alemães, na década de 1960, é o tema do filme O grupo Baader-Meinhof, baseado em história real. Baader-Meinhof é como ficou conhecida a Facção Exército Vermelho (RAF), organização de esquerda que partiu para atos de terror na Alemanha para protestar contra o capitalismo, o imperialismo norte-americano, guerra no Vietnã e todas as justas causas então em pauta.
Andreas Baader era um dos líderes guerrilheiros e Ulrik Meinhof, uma jornalista que se envolveu com o plano de fuga de Baader. Ela conseguiu autorização para entrevistar Baader fora da prisão e facilitou a sua fuga. Por isso, Ulrik passou a ser procurada pela polícia também como liderança do RAF.
Em alguns momentos do filme, o jovem Baader se comporta como um menino mimado que não aceita ser contrariado. Algumas vezes, os rebeldes parecem filhinhos de papai que se divertem roubando carros e dando tiros para o alto. Depois, entram numa espiral de violência que não tem mais volta. Eles passam a corresponder à imagem de violentos retratada pela mídia.
A impressão que eu tenho é que quando se lança mão da violência – sejam as guerras oficiais, as guerrilhas urbanas, as execuções de traficantes por parte da polícia, as brigas de trânsito e as brigas domésticas – turva-se o caminho e não se alcança o objetivo. A violência nunca é razoável, embora haja momentos em que nos parecem que é o único caminho.
A namorada de Baarden, Gudrun Ensslin, justifica o uso da violência dizendo que é a única resposta para a violência do Estado. Ela ainda lembra que os alemães sempre serão cobrados por terem se mantidos passivos diante do nazismo e, portanto, era preciso reagir diante de tantas situações de opressão.
Depois de provocar muitas mortes e atentados, os integrantes do RAF foram mortos ou capturados pela polícia. Os líderes permanecem mais tempo na prisão à espera de julgamento. Numa de suas falas para se defender, a jornalista Ulrik diz que o incêndio de um carro é um crime, o incêndio de vários carros é um ato político.
Ulrik era quem redigia os manifestos do grupo. Gudrun ridicularizava a jornalista porque seus escritos eram apenas discursos; os atentados eram ações de fato. No entanto, nem as ações nem os discursos produziram os efeitos revolucionários que eles pretendiam.
Antes de terminado o julgamento, Ulrik foi encontrada morta em sua cela. A versão da polícia foi de que ela se suicidou. Os três líderes que ainda amargavam a prisão acusaram o Estado por assassinato. Numa tentativa de libertá-los, outros integrantes da Facção chegaram a sequestrar um líder empresarial alemão e um avião com 86 passageiros. Não surtiu efeito.
Nas últimas cenas do filme, os três líderes aparecem mortos em suas celas. A versão oficial novamente é de suicídio. Mas eu entendi que eles foram mortos pela própria Facção, a quem não interessava mais gastar munição para salvar três ícones. A luta pela Revolução era maior do que as vidas de seus líderes.
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